A compra não termina quando o crédito é aprovado
Uma das maiores surpresas para quem compra o primeiro imóvel é descobrir que a aprovação do financiamento não significa que o processo acabou. Ainda existem avaliação do imóvel, conferência documental, assinatura do contrato, registro e liberação do valor ao vendedor. A Caixa, por exemplo, apresenta justamente essa sequência em seu processo habitacional.
Por isso, reunimos algumas das dúvidas que mais aparecem ao longo da jornada imobiliária, especialmente entre compradores que estão entrando no mercado pela primeira vez.
Quanto da renda pode virar parcela?
Nas condições divulgadas pela Caixa para algumas linhas habitacionais, a prestação não pode ultrapassar 30% da renda familiar mensal bruta. Outros bancos trabalham com seus próprios critérios e modelos de análise, portanto esse percentual não deve ser tratado como regra universal para qualquer instituição.
A aprovação também depende de capacidade de pagamento, histórico financeiro, entrada disponível, imóvel escolhido e características da operação.
FGTS pode ser usado de quais formas?
Quando comprador, imóvel e contrato atendem às regras aplicáveis, o FGTS pode ser utilizado como entrada, para amortizar o saldo devedor, reduzir prazo ou encargo, pagar parte das prestações e até liquidar o financiamento. A Caixa informa possibilidade de pagamento de até 80% do valor da prestação com FGTS nas condições permitidas.
Para uso habitacional, em 2026 a Caixa também informa requisitos como possuir pelo menos três anos de trabalho sob o regime do FGTS, não ter outro financiamento ativo no SFH e destinar o imóvel à moradia própria.
Escritura e registro são iguais?
Não. Em uma aquisição tradicional, a escritura formaliza juridicamente o negócio quando ela é necessária, enquanto o registro no Cartório de Registro de Imóveis é o ato que efetivamente leva a transferência à matrícula.
No financiamento com alienação fiduciária, o próprio contrato bancário pode ter força de instrumento para a operação, mas ele ainda precisa ser registrado. A liberação do crédito ao vendedor normalmente ocorre somente depois dessa etapa.
Quais gastos existem além da entrada?
Entrada e prestação são apenas parte do planejamento. ITBI, registro, eventuais despesas cartorárias, mudança, condomínio e reserva financeira pós-compra também precisam ser considerados.
A própria Caixa recomenda separar uma reserva específica para taxas como ITBI, registro e escritura, além do dinheiro destinado à entrada.
Posso vender um imóvel financiado?
Em regra, um imóvel financiado por alienação fiduciária não pode simplesmente ser transferido a outra pessoa ignorando o banco credor. Como existe uma garantia vinculada ao financiamento, a transferência precisa respeitar as condições da instituição e da operação. A Caixa alerta que o imóvel não pode ser transferido a terceiros sem seu consentimento enquanto estiver nessa condição.
Isso não significa que um imóvel financiado nunca possa ser vendido. Significa apenas que a venda precisa ser estruturada considerando o saldo devedor e a instituição financeira.
Informação reduz surpresas
A compra de um imóvel envolve aspectos financeiros, jurídicos e patrimoniais. Quanto mais essas etapas forem compreendidas antes da negociação, menor é a chance de custos ou exigências aparecerem como surpresa no meio do processo.
Para a Casin Conquista, esse é justamente o papel da informação imobiliária: tornar um mercado complexo mais compreensível para quem deseja acompanhá-lo e tomar decisões com maior clareza.
Continue a leitura: Dúvidas Sobre Financiamento → Documentos do MCMV → Taxa de Financiamento Imobiliário 2026

